Presidente Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula

Os principais líderes do PT estão satisfeitos com o racha na oposição do governo Lula . Os petistas sentem que não há uma unidade dos opositores e a tendência é que as principais pautas defendidas pelo chefe do Executivo federal deverão passar no Congresso com menos dificuldade que se imaginava.

Com Jair Bolsonaro (PL-RJ) conquistando mais de 58 milhões de votos, o PT levantou a hipótese da oposição se unir em torno do ex-presidente, esquecendo qualquer briga do passado. O principal exemplo usado foi Sergio Moro (União Brasil-PR), que deixou de lado as desavenças do passado e voltou a ter uma boa relação com o bolsonarismo.

Porém, o antigo governante se fechou e diminuiu suas aparições, o que irritou vários grupos. Uma ala de ex-aliados passou a chamá-lo de “covarde” e que não participariam de uma tentativa de golpe de estado. Já outra parte começou a buscar uma nova liderança para a oposição.

Tem também parlamentares e grupos políticos que se colocaram como independentes, evitando ter qualquer relação com o ex-presidente, como é o caso do Movimento Brasil Livre.

Com a oposição rachada, muito diferente do cenário encontrado entre 2015 e 2018, quando a direita se unir pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) e pela vitória de Bolsonaro para presidente, Lula acredita que terá menos dificuldade do que imaginava para aprovar suas principais pautas.

Narrativa x Ações

O PT armou um plano para ter uma boa base para aprovar suas pautas. A ideia é manter um número de parlamentares no grupo governista e dialogar individualmente com cada deputado e senador que se coloca como independente e aberto a debater projetos sem se preocupar com quem está no governo.

O partido acredita que os opositores que não querem debater pautas com o governo Lula tentarão barrar as pautas com narrativas, principalmente nas redes sociais. Por isso foi solicitado que os militantes estejam atentos e defendam as ações da atual gestão.

A maior preocupação do PT é a área econômica. Neste primeiro semestre, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer aprovar a reforma tributária e a nova âncora fiscal.

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