Eleição: Com vice indefinido, MDB deve confirmar candidatura de Tebet
Reprodução / CNN brasil - 25.05.2022
Eleição: Com vice indefinido, MDB deve confirmar candidatura de Tebet

senadora Simone Tebet (MS) chega à convenção do MDB sob pressão de uma ala minoritária do partido que defende apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Apesar das ofensivas dos últimos dias, que incluem apoio de líderes emedebista de 11 estados ao ex-presidente petista e até uma tentativa frustrada de judicialização da disputa, a tendência é que Tebet tenha seu nome referendado nesta quarta-feira, já que tem apoio da cúpula da legenda e da maioria dos diretórios estaduais.

A situação da vice, no entanto, segue incerta. Em convenção quase que simultânea com o partido aliado, o PSDB também deve aprovar a aliança com Tebet, mas não está definida a indicação do senador Tasso Jereissati (CE) na vice. Os tucanos ainda pressionam para que o MDB ofereça uma contrapartida e abra mão da pré-candidatura do deputado estadual Gabriel Souza (RS) para apoiar o ex-governador Eduardo Leite na disputa ao Palácio Piratini, o que ainda não ocorreu. O MDB gaúcho é contra.

Na esteira da indefinição, nomes de mulheres, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), passaram a ser ventilados no entorno da campanha, que enxerga na chapa exclusivamente feminina a possibilidade de chamar a atenção do eleitorado. Mas não só. A pré-candidata ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra, também tem tido seu nome lembrado para a chapa, já que Tebet sempre tem dito que a escolha da vice cabe ao PSDB.

Tasso era o nome preferido por Tebet, mas sinalizou a aliados estar incomodado com a condução da campanha de Tebet e com a dificuldade da senadora quebrar resistências no MDB. A maioria das lideranças da sigla apoia a senadora, mas somente de forma protocolar, e tendem a se inclinar na direção do ex-presidente Lula e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com 1% de intenções de voto na última pesquisa Datafolha, do mês de junho, Tebet tem um longo caminho para tornar sua candidatura competitiva até outubro. Internamente, a campanha avalia que há espaço para crescimento. Uma pesquisa qualitativa realizada na última semana mostra que a figura da senadora desperta interesse do eleitorado, especialmente o feminino, que é maioria entre os indecisos.

Enquanto não começa a propaganda eleitoral na TV e no rádio, a senadora vai intensificar agendas pelo país. A ideia é andar pelas periferias das cidades, justamente em contraponto a Bolsonaro e Lula, que têm investido em eventos de grande porte. 

Convenção tucana

A convenção do PSDB e Cidadania, que se uniram numa federação partidária em abril, ocorre em meio a um indisfarçável desânimo dos tucanos com a candidatura de Tebet, que ainda está patinando no patamar de 1% nas pesquisas de intenção de votos O encontro oficial dos partidos acontecerá hoje, em Brasília, em modelo híbrido.

Assim como o MDB, às vésperas da convenção, os tucanos também tentavam apaziguar as dissidências. Em Minas Gerais, o pré-candidato a governador Marcus Pestana, um dos quadros históricos do partido, decidiu declarar apoio ao presidenciável Ciro Gomes (PDT). Além disso, a aliança com Tebet estava condicionada ao apoio do MDB ao ex-governador Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, o que ainda não ocorreu. Também há incertezas em relação às alianças no Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O adiamento da indicação de Tasso Jereissati para a posição de vice na chapa presidencial reflete esse impasse nos estados. Em 15 unidades da federação, onde ao menos uma das siglas tem candidato ao governo local, somente em Alagoas e no Pará o PSDB e o MDB já definiram que estarão juntos na disputa estadual, mas nenhum deles garante palanque exclusivo à Simone Tebet na corrida nacional.

Além de PSDB e MDB, o PP, um dos pilares do Centrão e base de sustentação do governo Bolsonaro, vai se reunir em convenção hoje na Câmara dos Deputados, em Brasília. Diferentemente das siglas que compõem a terceira via, a legenda não convive com conflitos internos para decidir o caminho que seguirá no plano nacional.  A sigla deverá aprovar por ampla maioria o apoio à candidatura de Bolsonaro.

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