O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT)
Reprodução/Alerj
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT)

Pré-candidato ao Senado na chapa que tem Marcelo Freixo (PSB) como postulante ao governo, o petista André Ceciliano tem cumprido agendas ao lado de Cláudio Castro (PL) e de outros políticos que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em atividades espalhadas pelo estado, ele se tornou uma espécie de fiador do voto Castro-Lula, que contempla candidatos a governador e à Presidência que caminham em chapas opostas. A presença de Ceciliano ao lado do governador tem servido para passar aos eleitores a ideia de que um voto que englobe os dois espectros políticos não é incoerente e a convivência pode ser pacífica.

Enquanto isso, alas do PT defendem a retirada do apoio a Freixo, caso o PSB mantenha o nome de Alessandro Molon ao Senado. Em peça de divulgação que circulou nas redes sociais e chegou a ser compartilhada pelo ex-deputado Marco Antônio Cabral (MDB), filho do ex-governador Sérgio Cabral, Castro e Ceciliano foram anunciados como presenças certas em evento que será realizado no próximo dia 30.

O encontro é definido como uma “grande reunião pelo Rio” e também contará com a presença do vice-candidato na chapa de Castro, Washington Reis (MDB). Em outra peça sobre o mesmo evento, Ceciliano não aparece entre os nomes certos.

Em ato que ocorreu no último dia 18, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Ceciliano apareceu com membros do secretariado de Castro, como Max Lemos (PROS) e Dr. Luizinho (PP), aliado de primeira hora do governador. No evento, o delegado Ricardo Carvalho (MDB) lançou a sua candidatura a deputado.

No dia de lançamento do próprio nome ao Congresso, Ceciliano tinha ao seu lado mais pessoas ligadas a Castro do que simpatizantes de Lula e Freixo.

Apesar de ser o candidato oficialmente apoiado por Lula ao Senado, ele enfrenta resistências de parte do eleitorado de esquerda, que contesta a sua proximidade com políticos de direita e, por isso, prefere apoiar Molon.

Quando questionado, o petista sempre diz manter relações institucionais com políticos de vários campos por ainda ocupar a presidência da Alerj. Nos bastidores, aliados dele justificam as aparições ao lado de Castro justamente pela candidatura de Molon: por não ser o único nome da esquerda na disputa, ele precisaria ampliar o seu alcance em eventos variados. Por isso, seus entusiastas defendem a retirada do pessebista.

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