Lula e Alckmin
Reprodução: twitter - 13/04/2022
Lula e Alckmin

O PT e os partidos que compõem a federação Brasil da Esperança (PC do B e PV) realizam na manhã desta quinta-feira a convenção que vai homologar a chapa formada pelo ex-presidente Lula e pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB). Em seguida, a candidatura será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esta será a sexta vez que Lula disputa a Presidência da República. Ele venceu duas disputas (2002 e 2006) e perdeu três (1989, 1994 e 1998). Agora, o petista lidera as pesquisas de intenção de voto com ampla vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). No último levantamento realizado pelo Datafolha, em junho, ele tinha 47% das intenções de voto no primeiro turno, 19 pontos a mais do que o presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente conta com uma coligação formada por sete partidos. Além do PT, compõem a aliança PSB, PCdoB, PV, Rede, PSOL e Solidariedade.

A convenção, marcada para um hotel no centro de São Paulo, não terá a presença de Lula e Alckmin, que estão em uma caravana da pré-campanha em Pernambuco. Nesta quinta, ambos participam de atos públicos em Recife.

O evento paulista tem caráter protocolar e terá a presença apenas de membros da executiva do PT, como a presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). O clima interno também está pacificado, com resistências residuais à aliança com Alckmin. Ao longo da história nem sempre foi assim. Em 2002, José Alencar, indicado para vice de Lula, chegou a ser vaiado ao ser chamado para discursar na convenção do PT. Um grupo de militantes ainda usava nariz de palhaço para demonstrar contrariedade com a aliança com o PL, partido de Alencar.

Este ano, Lula deverá participar, apenas, da convenção do PSB, que será realizada em Brasília no dia 29 de julho. Esse evento, sim, terá um clima mais de celebração da candidatura.

As convenções consagram uma chapa formada por dois ex-adversários históricos. Um dos fundadores do PSDB, Alckmin foi governador de São Paulo quatro vezes, além de ter sido candidato à Presidência em duas eleições. Na primeira, em 2006, enfrentou Lula e foi derrotado pelo então presidente no segundo turno.

A convenção em São Paulo ocorre um dia após um encontro virtual realizado pelo PT em que os filiados ao partido aprovaram um texto que confirma a aprovação, por parte do diretório nacional do partido, da chapa Lula-Alckmin. O documento aprovado fala que a eleição deste ano é “decisiva para a superação da gravíssima crise social, política e econômica em que o Brasil foi mergulhado pela ação das forças contrárias ao projeto de transformação democrática (...) inaugurado pela primeira eleição do presidente Lula”.
“Por suas atitudes antidemocráticas, especialmente nos últimos quatro anos, intensificadas à medida em que se aproxima o julgamento pelas urnas do pior governo da história, Bolsonaro deixa cada vez mais claro que não é apenas um adversário eleitoral, mas um inimigo da democracia e das liberdades”, diz o texto.

O documento também reafirma ainda o entendimento do partido de que a condenação e a prisão de Lula no âmbito da Lava-Jato foram ilegais.

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