Ministro da Educação Milton Ribeiro deixou o Ministério da Educação nesta segunda-feira
Catarina Chaves/Ministério da Educação
Ministro da Educação Milton Ribeiro deixou o Ministério da Educação nesta segunda-feira

Após a saída de Milton Ribeiro do comando do Ministério da Educação , parlamentares se manifestaram pela continuidade das investigações e cobraram explicações sobre as denúncias envolvendo um suposto esquema de liberação de verbas a prefeituras indicadas por dois pastores que não possuem cargo na pasta.

Ribeiro foi exonerado do cargo nesta segunda-feira após pedir demissão. Em carta entregue ao presidente Jair Bolsonaro mais cedo, afirmou que estava se afastando devido a um senso de "responsabilidade política e patriotismo". Ele é o quarto ministro a cair da pasta durante o atual governo.

Líder da oposição no Senado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que "a saída do Ministro da Educação não será aceita como tentativa de livramento das responsabilizações cabíveis".

"A partir de agora entendemos que é dever do parlamento cobrar investigações minuciosas desse, que já é um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil. Hoje vamos pedir a instalação de uma CPI no Senado para investigação do BOLSOLÃO do MEC!", publicou.

O deputado federal Luis Miranda (Republicanos-DF) escreveu que a exoneração "não altera que ele deve explicações ao povo brasileiro", além de dever esclarecer o áudio em que afirma serem indicações de Bolsonaro, conforme publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

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A senadora Leila do Vôlei, que deve se filiar ao PDT esta semana, também afirmou que Ribeiro deve explicações bem como esclares a participação do presidente da República na indicação dos pastores que comandavam as operações ilícitas.

A deputada Joenia Wapichana publicou que "os crimes precisam ser apurados e os envolvidos responsabilizados". "A EDUCAÇÃO é uma prioridade e vamos defendê-la!", postou.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) chamou Ribeiro de "fundamentalista" e cobrou apurações. "Não podemos esquecer que ele e os pastores envolvidos no esquema ainda precisam ser investigados!", disse.

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