Milton Ribeiro, ministro da Educação
Valter Campanato/ Agência Brasil
Milton Ribeiro, ministro da Educação

Em entrevista nesta quarta-feira (23), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não pediu favorecimento da dupla de pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, recebidos no MEC e reforçou que não deixará o cargo.

Segundo o ministro, o processo para receber os religiosos foi como "qualquer outro" e que a liberação de verbas para prefeituras segue “critérios técnicos”, não favorecimento específicos.

"Em nenhum momento o presidente pediu tratamento especial”, disse em entrevista à CNN. Milton também alegou que desde o vazamento do áudio pela Folha de S. Paulo, o presidente ligou diversar vezes para ele: "Milton, eu não vejo nada demais no que você falou no áudio’ e que eu estava, até o momento, gozando da confiança dele".

O titular da pasta se colocou à disposição para prestar depoimento aos presidentes da da Câmara e do Senado e disse que não pedirá demissão. "Nunca pensei [em pedir para sair]. Eu acho que tortuoso é o caminho de um homem carregado de culpa. O meu caminho está reto, não tenho o que falar [...] Estou firme. Eu quero deixar um legado para minha geração”, concluiu.

Controladoria-Geral da União

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Ribeiro ainda afirmou que pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) que investigasse possíveis práticas ilegais de prefeitos. "Sou o ministro que mandou 730 prefeitos para o TCU em 15 meses por desvio, por ideia de que eles estão usando de maneira errada as verbas de Educação", disse. 

De acordo com o líder da pasta, ele encaminhou uma denúncia anônima ao ministro da CGU Wagner Rosário para investigação. "Pedi que ele investigasse o documento. Ele disse que iria instaurar uma investigação sigilosa", afirmou.

Ao citar Arilton Moura, um dos pastores mencionados no áudio, Ribeiro afirmou desconhecer negociação de proprinas supostamente feitas pelo líder religioso. Ele teria negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras em creches, escolas e compra de equipamentos de tecnologia.

"Minha convivência com Arilton sempre foi boa, perfeita em termos de culto, sempre achei que era um homem que ia a cidades menores e tentava ajudar os prefeitos [...] O que acontecia por fora, que ele pediu dinheiro, pediu ouro, isso para mim, é novidade, vim conhecer aqui”, concluiu.

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