Governador Wilson Lima
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Governador Wilson Lima

O relatório da CPI da Covid , lido nesta quarta-feira no plenário da comissão, deverá sofrer algumas mudanças até a votação na próxima terça-feira. A principal delas é referente à responsabilização do governador do Amazonas, Wilson Lima, pela atuação durante a pandemia .

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) , e Eduardo Braga (MDB-AM), membro titular da comissão, foram eleitos por Amazonas e avaliam que o parecer de Renan Calheiros (MDB-AL) foi "leve" com Lima. A dupla propôs alterações no texto para reforçar a suposta responsabilidade do governador na crise sanitária de Manaus e pleiteou que Lima seja incluído no hall de pedidos de indiciamento.

Em reunião reservada, Renan já afirmou que acatará as mudanças no relatório referentes a Wilson Lima e que pode até mesmo colocá-lo nos pedidos de indiciamento, caso Omar e Braga mantenham a posição. Consultores legislativos ponderaram que já há uma ação penal aberta contra Lima na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. E que, portanto, o pedido de indiciamento pela CPI não teria muito efeito prático, ficando restrito ao "simbolismo". Esse simbolismo político, contudo, pode interessar a Omar e a Braga. A um ano da eleição ao governo estadual, eles reforçariam as críticas a Lima pela gestão na pandemia.

Renan disse aos dois colegas de CPI "estar aberto" a mudanças no texto na parte referente a Manaus e ficou de discutir os detalhes ao longo dos próximos dias. A princípio, o relator não pretendia incluir nenhum pedido de indiciamento de governador em seu parecer, já que a CPI teve como principal foco a atuação do governo federal. Mas o pleito de Omar e, principalmente, de Braga, é considerado irrecusável por Renan. Não apenas para facilitar a aprovação do texto pelos integrantes da CPI na próxima terça-feira, mas porque o relator avalia ter uma dívida de gratidão com Braga, que é líder do MDB no Senado e foi essencial para que Renan, filiado ao mesmo partido, assumisse a relatoria da comissão parlamentar de inquérito.

Outras mudanças, como propostas legislativas, também deverão ser incluídas por Renan em seu parecer até o dia da votação. Mesmo durante a leitura do relatório nesta quarta-feira, dois pedidos de endosso a projetos de lei chegaram ao gabinete do relator. Um deles, de Fabiano Contarato (Rede-ES) , busca estabelecer prazo para que o governo federal distribua vacinas a estados a partir do recebimento das doses pelo Ministério da Saúde. Outro, de Rogério Carvalho (PT-SE), versa sobre fiscalização de planos de saúde.

No gabinete de Renan, a avaliação é que todos os pedidos que não modifiquem a linha vertebral do relatório lido nesta quarta-feira serão incluídos no parecer.

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