Ex-presidente Lula no evento com catadores de material reciclável na Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop).
Foto: Redes sociais
Ex-presidente Lula no evento com catadores de material reciclável na Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop).

O ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta quinta-feira (07), a central dos catadores de recicláveis em Brasília com integrantes de movimentos populares urbanos.

Lula adotou um tom de campanha para as eleições 2022 ao discursar. Além disso, o político também falou sobre a fome no Brasil e elogiou o secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho.


“Fome não é fenômeno natural”

Lula opinou sobre a situação de fome no país e a alta nos preços dos alimentos.“A gente não pode se conformar com o que está acontecendo no país. Não é normal”, disse.

“O que está acontecendo no país é anormal. Nunca vi tanta gente passando fome em todos os lugares do país”, acrescentou.

O ex-presidente citou o exemplo de pessoas que estão entrando na fila para receber ou comprar ossos que restam nos açougues. "No estado do Mato Grosso, que tem mais de 30 milhões de cabeças de gado, as pessoas vão par porta do açougue para esperar pelo miserável do osso, porque não tem dinheiro para pagar um quilo de carne”, exemplificou.

“A fome não é um fenômeno da natureza, mas da irresponsabilidade das pessoas que governam esse país”, enfatizou Lula.

Anos que governava o Brasil

Lula afirmou que se arrepende de não ter feito mais pelas pessoas mais pobres durante seu governo. Ele  culpou a burocracia por impedir ações para a população.

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“Tenho arrependimento porque acho que eu poderia ter feito mais. A gente vai se embaralhado na burocracia porque tudo que você quer fazer para os pobres tem alguém para dizer não. Esse país não foi feito para cuidar de pobres. Tudo é difícil”, disse o político.

No evento, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), informou que requereu a formação de uma frente parlamentar em defesa dos catadores de material reciclável. Hoffmann também falou sobre as diferenças entre o governo petista e o atual governo de Jair Bolsonaro .

“A gente precisa ocupar os espaços da política com gente que luta pelos trabalhadores, pelos mais pobres. Quando o presidente pisou no tapete do Palácio do Planalto, levou os trabalhadores para pisar também”, disse a presidente do PT.

“Toda aquela política pública foi interrompida por Bolsonaro. Ele não pensa nos trabalhadores, ele não pensa nos mais pobres”, disse a deputada.

Ainda, integrantes do Movimento Popular por Moradia do Distrito Federal e Região (Amora) disseram ter confiança de que o petista será candidato e apresentaram uma pauta de reivindicações. Um dos objetivos do Movimento é a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida, criado no governo Lula.

Lula, ao ouvir o discurso do secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho, que foi ministro no governo de Dilma, elogiou o secretário quando soube que ele fez um pedido para isentar do pagamento de IPTU o espaço mantido pelas associações de catadores.

“Quando eu vi que o Zequinha era o secretário do meio ambiente, eu já disse: é meio caminho andado”. “O Zequinha é um homem de coração bom, podem ter certeza de que ele jamais vai tratar vocês mal”, disse Lula aos catadores.

Reforma administrativa
O ex-presidente se encontrará, na tarde desta quinta, com representantes de servidores públicos e sindicalistas, contrários à reforma administrativa, pauta prioritária do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e da equipe econômica do governo Bolsonaro.

A reunião contará com a presença de representantes da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, coordenada pelo deputado Israel Batista (PV-DF).


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