Eduardo Bolsonaro, que organiza o encontro conservador, media debate durante o evento
Evandro Éboli
Eduardo Bolsonaro, que organiza o encontro conservador, media debate durante o evento

A nata da direita e do conservadorismo nacional está reunida em Brasília para discutir suas pautas, entre as quais atacar o PT e louvar o voto impresso, derrotado no Congresso Nacional. Anunciado como o maior evento conservador do mundo no Brasil, o encontro reúne ministros, influenciadores digitais, políticos dessa linha de pensamento, defensores das armas.

Ex-ministros, que acabaram demitidos do governo, também circulam, discursam no evento e são abordados a todo momento pela militância conservadora, que pede para tirar fotos em stands montados para essa finalidade.  Ernesto Araújo (Relações Exteriores) atende a todos e concede entrevista para canais ligados ao evento. Diz estar animado com o 7 de Setembro, que espera não haver problemas e não demonstra mágoas com o presidente.

Outro exonerado do governo, Ricardo Salles (Meio Ambiente)  discursa e faz ataques à esquerda e a seus antecessores na pasta, que assinaram um manifesto contra sua gestão, quando estava no ministério.

"Uma cartinha ridícula dessa turma que adora mesmo é viajar para a Europa", disse que Salles, aplaudido pelos presentes, que não lotavam o auditório.

Ele disse que a relação dele com Bolsonaro "deu match", expressão utilizada para dizer que alguma parceria deu certo.

O uso da máscara até era cobrado na entrada do centro de convenções, pelo serviço de seguranças terceirizado, mas no interior do local, pouca gente a usava. As medidas de precauções contra a Covid-19 foram até alvo de deboche por um grupo de influenciadores bolsonaristas que fizeram um 'teatrinho' no palco.

"Gente, importante é como a gente se sente. Então, eu sinto que estou usando máscara. Eu sinto que fui vacinado. Pronto, resolvemos o problema da esquerda. Não é isso que eles querem", diz um deles.

Um outro, rebate:

Você viu?

"Sim, meu corpo minhas regras. Não é isso. Então, estou vacinado e de máscara."

O encontro foi organizado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que mediou uma conversa entre convidados da Venezuela, de Cuba, da Argentina e da Colômbia. Em comum, todos contra o regime e os dirigentes atuais de seus países. Eduardo estava em busca de associação com o que ocorre nesses países com um eventual retorno do PT ao poder no Brasil.

"Foi o Lula que incentivou as Farc a virar um partido político", disse Eduardo, se referindo ao grupo paramilitar que atuou durante décadas na Colômbia.

Também presente no encontro, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pousava para fotos com militantes e era parabenizado por sua gestão por uns.

"Continue firme e nessa linha. É o que o Brasil precisa", disse a ele uma bolsonarista mais entusiasta.

O ex-senador Magno Malta, que recusou ser vice Bolsonaro em 2018, também compareceu. Ele vestia uma camiseta amarela com a foto do cantor Sérgio Reis, que trazia a inscrição: "herói da Pátria".

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