Ministro do STF Alexandre de Moraes
Agência Brasil
Ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o compartilhamento de provas colhidas no inquérito das fake news com as ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investigam se a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em 2018, se beneficiou da contratação de empresas de disparos de mensagens em massa. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo . As ações podem culminar com a cassação da chapa de Bolsonaro e de seu vice Hamilton Mourão (PRTB).

Com a decisão, novas provas entram na investigação sobre irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens de cunho eleitoral, pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp e fortalecem processos contra o presidente em curso no TSE. O relator das ações na corte eleitoral é o ministro Luis Felipe Salomão.

A suposta rede fraudulenta de disparo de mensangens veio à tona a partir de reportagem da Folha de dezembro de 2018. Uma rede de empresas teria usado de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

No início de julho, Moraes arquivou o inquérito aberto para investigar atos antidemocráticos ocorridos no primeiro semestre do ano passado e decidiu abrir uma nova investigação, juntando a já arquivada com a das fake news. A nova investigação foi determinada a partir das provas colhidas pela Polícia Federal no caso, que detectou articulações entre blogueiros bolsonaristas e parlamentares para ataques às instituições democráticas.

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O ministro determinou que o novo inquérito vai analisar "a presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781". Esse inquérito citado por Moraes é o das fake news, que apura ataques aos ministros da corte.

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