Senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) em coletiva de imprensa
Reprodução/Agência Senado/Marcos Oliveira
Senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) em coletiva de imprensa

O senador governista Jorginho Mello (PL-SC), integrante da CPI da Covid, disse nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro conversou com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello assim que soube das suspeitas na compra da vacina Covaxin, a mais cara adquirida pelo governo federal. Ele e outros senadores da base se reuniram mais cedo no Palácio do PLanalto com ministros do governo, quando conversaram sobre esse assunto e outros temas.

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que se recusou a assinar um recibo que previa um pagamento antecipado pela importação da vacina indiana Covaxin, disse na quarta, em entrevista ao GLOBO, ter se encontrado pessoalmente com o presidente Jair Bolsonaro no em 20 de março para denunciar as suspeitas sobre a importação do imunizante. Segundo ele, o presidente teria se comprometido a encaminhar o caso para a Polícia Federal. O contato entre Luis Ricardo e Bolsonaro foi feito por meio do irmão do servidor, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

Jorginho lembrou que o governo federal ainda não comprou nem pagou nada pela Covaxin até momento. A vacina, do laboratório indiano Bharat Biotech, é representada no Brasil pela empresa Precisa, alvo da CPI da Covid.

"Não foi adquirido nada, não foi pago um real. O presidente da República determinou, quando soube, entre diversos assuntos que esse deputado foi tratar, falou com o ministro Pazuello para verificar. Como não tinha nada de errado, a coisa continuou", disse Jorginho em entrevista coletiva na manhã desta quinta.

Na mesma entrevista, o também senador governista integrante da CPI Marcos Rogério (DEM-RO) defendeu o governo e a compra de vacinas, mesmo quando o preço é mais elevado, para poder imunizar a população. Afirmou ainda que as reuniões no Planalto ocorrem semanalmente.

"A gente faz esse café, com tratativas da semana, o que aconteceu, o que está para acontecer. Obviamente na reunião de hoje um dos assuntos tratados foi a entrevista e o convite ao deputado Luis Miranda à CPI".

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