Jair Bolsonaro (sem partido)
O Antagonista
Jair Bolsonaro (sem partido)

Após a demissão do ministro Ricardo Salles, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), e em meio a investigações sobre a compra da vacina indiana Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta quinta-feira que não há "uma acusação sequer de corrupção" em seu governo.

Salles é investigado em dois casos no STF pela suspeita de favorecer madeireiros que atuam de forma ilegal na Amazônia. Já a aquisição da Covaxin está sendo apurada pelo Ministério Público Federal (MPF) e e pela CPI da Covid.

"Para tristeza de alguns poucos, o governo está completando dois anos e meio sem uma acusação sequer de corrupção. Não adianta inventar vacina, porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa onte", disse Bolsonaro, durante visita a Jucurutu (RN).

De acordo com o presidente, existe um compromisso para investigar "se algo tiver errado": "Nós temos um compromisso, se algo tiver errado, apuraremos. Mas graças a Deus, até o momento, graças às qualidades dos nossos ministros, não temos um só ato de corrupção em dois anos e meio. Quem podia esperar isso daí?".

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Salles é alvo de duas investigações no STF. Na Operação Akuanduba, deflagrada em maio , ele foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve seus sigilos bancários e fiscal quebrados. Esse processo é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

No início de junho, a ministra Cármen Lúcia autorizou a abertura de um inquérito para apurar se o ministro obstruiu as investigações de um esquema de desmatamento ilegal na região, a Operação Handroanthus, considerada a maior já realizada.

No caso da Covaxin, o MPF identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses do imunizante e vai investigar o caso também na esfera criminal — até então, ele vinha sendo apurado em um inquérito na área cível. A dose da vacina negociada pelo governo é a mais cara entre todas as que foram contratadas pelo Ministério da Saúde, e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos.

Além disso, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que se recusou a assinar um recibo que previa um pagamento antecipado pela importação da vacina, disse em entrevista ao GLOBO , ter se encontrado pessoalmente com Bolsonaro em 20 de março para denunciar as suspeitas sobre a importação do imunizante.

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