Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Marcos Oliveira
Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros incluirá o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e seu antecessor, Eduardo Pazuellona lista de investigados pela comissão. Os ex-ministros da Educação Arthur Weintraub e das Relações Exteriores Ernesto Araújo também estarão na lista.

A avaliação do relator é que já há indícios suficientes contra todos para que sejam colocados oficialmente no hall de investigados. A indicação para que as autoridades passem a ser considerados investigados e não mais apenas testemunhas é prerrogativa do relator da CPI.

O único nome que gera divergência no chamado G7 - que inclui senadores de oposição e independentes - é em relação a Queiroga. Alguns integrantes do grupo avaliam que o momento para investigar o atual ministro seria mais para frente. Renan, contudo, avalia que a CPI tem, também, "caráter inibitório" e que a inclusão de Queiroga como investigado poderia alterar o comportamento do ministro, que apenas cumpriria ordens do presidente Jair Bolsonaro.

Pesou para a escolha de Renan sobre Queiroga um documento obtido pela CPI da Covid no qual o atual ministro recomenda à Organização Mundial de Saúde que avaliasse a possibilidade de tratamento precoce, cuja eficácia no tratamento contra Covid-19 não é comprovada. No governo Bolsonaro, a cloroquina é o medicamento mais difundido com esse intuito.

Em relação a Pazuello, a avaliação é que o ministro errou na crise de abastecimento de oxigênio no Amazonas e na negociação de vacinas. Sobre Weitraub, a comissão pretende avaliar a participação do ex-ministro da Educação no chamado "gabinete paralelo" e de que forma ele difundiu a tese da imunidade de rebanho no governo. Já Ernesto Araújo teria prejudicado a aquisição de vacinas com a política externa que comandou à frente do Itamaraty.

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Além deles, Renan também transformará em investigada Franciele Francinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização. Francinato teria autorizado a vacinação, em gestantes, da vacina Astra Zeneca, o que teria acarretado na morte de grávidas. Outro incluído na lista é o de Élcio Franco, o 02 na Saúde na gestão de Pazuello.

Outro nome que Renan ainda estuda convocar é o de Carlos Wizard, empresário que teria ajudado a financiar o gabinete paralelo.

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