Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)
Alan Santos/PR
Vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB)

Uma semana após citar o risco de "anarquia" nas Forças Armadas caso a regra que impede participação de militares da ativa em atos políticos fosse desrespeitada, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que não irá comentar a decisão do comando do Exército de não punir o ex-ministro Eduardo Pazuello pela participação em um ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro .

A assessoria de imprensa da Vice-Presidência informou apenas que Mourão não irá comentar a a decisão. Ao jornal "Folha de S.Paulo", o vice-presidente disse que não poderia comentar por "disciplina intelectual", já que é um general da reserva também está subordinado ao comando do Exército . "Não irei comentar por uma questão de disciplina intelectual, pois como general da reserva também sou subordinado ao Comandante do Exército brasileiro", afirmou Mourão ao jornal.

No dia 24 de abril, um dia após a participação de Pazuello no ato, Mourão afirmou que era "provável" que ele fosse punido e disse que o ex-ministro poderia ir para a reserva para "atenuar" a situação. "É provável que seja (punido). É uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e atenuar o problema", afirmou o vice-presidente.

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Dias depois, o vice-presidente voltou a comentar a questão e chamou de "entendimento meio canhestro" a hipótese de que Pazuello não fosse punido por estar ao lado do presidente da República, que é o comandante das Forças Armadas , o que funcionaria como uma autorização. "Isso aí é um entendimento meio canhestro da coisa, não funciona dessa forma".

Na mesma ocasião, citou o risco de "anarquia" nas Forças. "A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças, porque assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é. Então, cada um tem que permanecer dentro da linha que as Forças Armadas têm que adotar. As Forças Armadas elas são apartidárias. Elas não têm partido. O partido das Forças Armadas é o Brasil", afirmou na ocasião.

O Regulamento Disciplinar do Exército considera transgressão "manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária".

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