Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
Jefferson Rudy/Agência Senado
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

Durante sessão da CPI da Covid nesta quinta-feira (20), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou o ex-ministro Eduardo Pazuello sobre quem foi o responsável pela exclusão da publicação no Twitter oficial do Ministério da Saúde falando sobre a compra de vacinas contra a Covid-19.

O post foi deletado do perfil um dia depois de ser publicado, após  Pazuello dizer ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que "um manda e o outro obedece". De acordo com o general, no entanto, a fala foi "uma posição de internet", e que seria algo para agradar o eleitorado do mandatário nas redes sociais.

A publicação no dia 20 de janeiro na conta oficial da pasta dizia:

"O @minsaude pretende reforçar a estratégia de proteção contra a #COVID19. Somadas as três vacinas (AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac), o Brasil terá 186 milhões de doses a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, já a partir de janeiro".

A postagem, que abordava a compra dos imunizantes, foi deletada após a reunião entre Pazuello e Bolsonaro, em 21 de janeiro. No mesmo dia, o presidente publicou em suas redes sociais que o Brasil não iria comprar 46 milhões de doses da Coronavac.

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Além disso, em resposta a um seguidor no Facebook, Bolsonaro disse: "Tudo será esclarecido ainda hoje. NÃO COMPRAREMOS A VACINA DA CHINA".




Em resposta a Randolfe, Pazuello disse que a conta é "atualizada todos os dias". "A administração do Twitter é feita pela minha comunicação. Eu nunca mexi em Twitter. Eu nem tenho Twitter, nem olho", disse. "Eu não acompanhei o Twitter disso aí, não dei ordem para tirar. Se isso foi retirado, foi pela própria comunicação", acrescentou.

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