Randolfe Rodrigues, Senador e membro da CPI da Covid
Pedro França/Agência Senado
Randolfe Rodrigues, Senador e membro da CPI da Covid

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse nesta quarta-feira (12) que o depoimento do  ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, na CPI da Covid, prova a omissão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o oferecimento de vacinas pela farmacêutica Pfizer.

A empresa ofereceu os imunizantes ao governo federal pela primeira vez no dia 12 de setembro, por meio de uma carta enviada ao Planalto. O ofício foi ignorado até novembro, quando Wajngarten cobrou pessoalmente o presidente da República.

"A fala de Wajngarten completou a cronologia que prova a omissão de Bolsonaro, que custou vidas de brasileiros. Foi o depoimento mais importante para esclarecer a escassez de vacinas", disse Randolfe ao UOL .  

Randolfe chama atenção para o fato de que na carta a Pfizer alertou em setembro que "celeridade" seria "crucial" nas negociações, já que a empresa tinha fechado acordo com o governo dos Estados Unidos para fornecimento de 100 milhões de doses da "potencial vacina", com opção para fornecer outras 500 milhões de doses, e com vários outros países. Essa demanda poderia inviabilizar novos pedidos. 

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Em novembro, o Ministério da Saúde alegou insegurança jurídica e brecou a compra do imunizante. Segundo Randolfe, "o governo deveria ter editado uma Medida Provisória para resolver o problema, mas não o fez".

O governo editou uma MP em janeiro sobre as vacinas, após Randolfe apresentar o texto de uma emenda que visava garantir segurança jurídica à compra das vacinas. No entanto, a emenda foi rejeitada, sendo aprovada posteriormente pelo Congresso em fevereiro.

"Ficou claro e flagrante que o presidente atuou contra a vacina. Além de atrasar a resposta à Pfizer, poderia ter editado uma Medida Provisória para resolver o problema jurídico em janeiro e não o fez", concluiu Randolfe Rodrigues.

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