Fábio Wajngarten durante depoimento na sessão da CPI da Covid no Senado
Reprodução: iG Minas Gerais
Fábio Wajngarten durante depoimento na sessão da CPI da Covid no Senado

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) subiu o tom contra o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten durante  sessão da CPI da Covid no Senado nesta quarta-feira (12). “O senhor mentiu nessa oitiva”, declara o parlamentar.

Munido de capturas de tela de publicações da Secom , órgão do governo federal, que continham informações exaltando o uso da Cloroquina e do tratamento precoce contra a Covid-19 , ainda que não haja nenhuma comprovação cientifica da eficácia desses medicamentos, além disso, Carvalho mostrou um print de um outro post da Secom, na época chefiado por ele, dizendo que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”.

Na opinião do senador petista, Fábio atuou “negando ao brasileiro a informação correta”:

“Vossa excelência desinformou o Brasil durante todo período que esteve frente da Secom. Toda sua atuação foi na mesma linha do presidente Jair Bolsonaro de levar o povo a se contaminar e adquirir naturalmente a imunidade e levar aos 425.711 mil mortos”

Durante a fala, Rogério Carvalho mostrou um vídeo que circula nas redes sociais onde Wajngarten, durante transmissão ao vivo com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), diz que aprovou campanhas da Secom e teve contato com publicitários, se contradizendo com o depoimento dado nesta quarta (12).

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“Isso já é suficiente para dizer que o senhor mentiu nessa oitiva. Eu não estou pergunto, estou afirmando”, disse o parlamentar apos mostrar o vídeo na sessão.

“o senhor disse que nunca negociou nada com a Pfizer, mas participou de negociação. O Senhor disse que ‘alegou que os encontros com representantes da Pfizer haviam sido registrados’, mas não há informação no site do governo. O senhor disse que estava afastado da Secom em março de 2020, mentiu de novo”, declara Rogério Carvalho.

“O senhor disse que não tinha conhecimento a cerca de campanhas da Secom, nem mesmo as polêmicas, que seria de responsabilidade de um AGU (Advocacia-Geral da União). O senhor mente, e cuidou de tudo pessoalmente inclusive convalescendo de Covid, como mesmo atestou em live com Eduardo Bolsonaro. É impossível que o chefe da Secom não se ocupe das campanhas do governo”, finaliza o senador.


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