Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa
Jefferson Rudy/Agência Senado
Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres , disse em depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (11) que a agência buscou o posicionamento de 50 países antes de negar o uso emergencial da Sputnik V , vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19.

Segundo Barra Torres, a negativa foi dada por conta de a Anvisa não ter recebido relatórios que apontassem de "maneira sólida, transparente e categórica dados de qualidade, segurança e eficácia" da vacina.

Destes, 11 países não responderam, 23 responderam que não estavam utilizando absolutamente nenhuma dose da Sputnik, e outros informaram que as quantidades disponibilizadas eram muito pequenas, e que tais países não tinham redes de acompanhamento após a aplicação da dose.

Apenas dois países que usam a Sputnik V e possuem sistemas robustos de vigilância sanitária responderam à Anvisa.

"O México disse que tem um acordo de confidencialidade e não poderia nos responder nada do que foi perguntado", disse o diretor-presidente da agência. "E a agência argentina nos enviou prontamente suas observações, entretanto não foram observações que respondessem aos quesitos apresentados, e pontuou que por razões de governança daquele país, existe ali uma interação com o Ministério da Saúde, que teria sido efetivamente quem autorizou a vacina", completou.

Com isso, Barra Torres afirmou que a negativa à vacina ocorreu por "dados que, na verdade, buscamos de todas as maneiras". Ele destacou, no entanto, disse que a decisão não é uma porteira fechada e um processo concluso, e que novos documentos farão a agência reanalisar a questão.

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