Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa
Pedro França/Agência Senado
Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa

Nesta terça-feira (11), Antonio Barra Torres , presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ), declarou que é “contra qualquer tipo de aglomeração” e ressaltou que "a conduta do presidente Jair Bolsonaro difere da dele”, que leva em consideração a ciência. As informações foram apuradas pelo Metrópoles.

“Qualquer coisa que fale de aglomeração, usar álcool, usar máscara são coisas que não têm sentido do ponto de vista sanitário”, disse em seu depoimento na CPI da Covid , quando foi questionado sobre ação de Bolsonaro com motociclistas no domingo (09).

“Destarte a amizade que tenho pelo presidente, a conduta do presidente difere da minha neste sentido. As manifestações que faço têm sido no sentido do que a ciência determina”, disse ele ao ser perguntado sobre a conduta de Bolsonaro.

Conforme conta comandante da Anvisa, na época em que fez presença em um ato com o presidente, não existia ainda as recomendações sobre o uso de máscaras. Porém, disse que se tivesse refletido melhor, não teria comparecido ao evento.

“Fui ao Palácio do Planalto e quando cheguei o presidente foi em direção ao público. Cumprimentei com o cotovelo, que era o cumprimento preconizado na época, ainda não se usava esse toque de mão, tirei fotos e aguardei, tratei do assunto que fui tratar e cada um foi para seu lado”, compartilhou Barra Torres à CPI.

“É óbvio que a imagem que isso passa, se eu tivesse pensado 5 minutos, não teria feito”, declarou ele. “Foi um momento que não refleti a imagem que passaria. Depois disso, nunca mais houve esse comportamento meu”, afirmou.

Barra Tores conta que nos outros encontros que teve com Bolsonaro, ele não descartou o uso de máscaras , causando uma estranheza na imprensa. 

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