CPI da Covid ouviu o ex-ministro da Saúde Nelson Teich nesta quarta-feira (5)
Jefferson Rudy/Agência Senado
CPI da Covid ouviu o ex-ministro da Saúde Nelson Teich nesta quarta-feira (5)

O presidente da CPI da Covid , senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou nesta quarta-feira (5) os próximos depoimentos que serão colhidos na semana que vem. A confirmação foi feita pelo parlamentar após o fim da oitiva do ex-ministro Nelson Teich . Entre os nomes está o do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo .

Veja o calendário da CPI da Covid nos próximos dias:

  • 6 de maio (quinta-feira): Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde, e Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa
  • 11 de maio (terça-feira): Fábio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação da presidência, e Carlos Murillo e Marta Diéz, representantes da Pfizer
  • 12 de maio (quarta-feira): Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan
  • 13 de maio (quinta-feira): Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores, e Fernando de Castro, representante da União Química, que produz a Sputnik V no Brasil

Ao comentar a convocação de Ernesto Araújo, Aziz disse que ela se justifica por conta do comportamento que o Brasil teve em sua política externa em relação à China. Em sua gestão, o ex-chanceler fez várias críticas ao país asiático. 

"Um parceiro como a China não dá para desprezar, seja como mercado ou para a compra de insumos. Nós estamos falando não só da vacina, mas de uma coisa muito mais importante", afirmou o senador, ao dizer que o Brasil fez "ataques permanentes" à China. "Não é só o vírus que vai matar brasileiro", completou Aziz.

O presidente da CPI ainda falou sobre a possibilidade de convocar o ministro Paulo Guedes , que comanda a pasta da Economia. "Pelo que ouvimos hoje do ex-ministro Nelson Teich, não faltaram recursos para o combate à pandemia. Ele foi muito solícito", disse o senador.

Para o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, o motivo para uma eventual convocação de Guedes seria por conta das recentes declarações dele, às quais Renan chamou de "estapafúrdias".

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