Bolsonaro tem a maior desaprovação desde o começo do governo
Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro tem a maior desaprovação desde o começo do governo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem 54% de desaprovação em sua atuação no cargo, enquanto 25% aprovam a forma como ele atua como presidente. Os dados são de pesquisa realizada pelo Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, em parceria com o instituto de pesquisa IDEIA.

De acordo com o levantamento, a avaliação do governo chegou ao pior patamar desde que Bolsonaro assumiu a presidência, em janeiro de 2019. Em junho de 2020, o mesmo percentual de 54% desaprovou a maneira como o presidente trabalha.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 19 a 22 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A desaprovação é maior na parcela de pessoas com idade entre 30 e 39 anos (57%), e em entre os moradores das regiões Norte (60%) e Sudeste (58%). Os números mais favoráveis ao presidente continuam predominantemente na região Norte (51% de aprovação) e entre os evangélicos (44%).

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Analisando os dados por classe econômica, a rejeição ao governo do presidente é maior entre os mais pobres. Nas classes D e E, 55% não concordam com a maneira como Bolsonaro trabalha. Esta parcela é a mais impactada pelo auxílio emergencial.

O ritmo da vacinação contra o coronavírus também é outro ponto que puxa a avaliação de Bolsonaro para baixo. Na quarta-feira (21), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, revisou as projeções de imunizar o grupo prioritário, composto por 77 milhões de pessoas. O chefe da pasta mudou a meta de concluir a aplicação de maio para setembro.

Eleições 2022

O impacto também se reflete nas opiniões sobre as eleições de 2022. Entre os entrevistados, 50% consideram que Bolsonaro não merece continuar como presidente do Brasil. Outros 39% dariam a ele mais quatro anos no comando do País.

Essa mesma pergunta foi feita sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e 52% não querem vê-lo novamente no Palácio do Planalto, contra 41% que gostariam que ele governasse o país pela terceira vez.

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