Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro
Marcos Corrêa/PR
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro

O economista Dario Teixeira Alves Júnior entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (19) contra o ex-juiz Sergio Moro para que sua pena seja anulada no âmbito da Operação Lava Jato . Alves Júnior foi condenado em primeira instância por Moro para cumprir pena de nove anos e dez meses pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em aditamento a um habeas corpus ajuizado no final do ano passado, a defesa pede que sejam considerados diálogos de Moro com o procurador Deltan Dallagnol , obtidos por hackers presos na Operação Spoofing , como prova da suspeição do juiz.

A conversa citada pela defesa é um questionamento de Moro a um recurso movido pela Lava Jato na ação penal envolvendo Alves Júnior. O então juiz questiona Deltan sobre razões pelas quais a Procuradoria está recorrendo no caso. Para Machado, a conversa demonstra "atuação pouco republicana" de Moro e evidencia "troca de informações entre juiz e órgãos de acusação".

"A partir dessas mensagens específicas com relação ao feito em que o paciente foi condenado e dos demais diálogos periciados, os quais demonstram uma atuação pouco republicana – para se dizer o mínimo – por parte dos integrantes do consórcio de Curitiba, fica evidente as trocas de informações e estratégias entre juiz e órgão de acusação, a comprovar a quebra de imparcialidade do então magistrado federal", afirmou a defesa de Alves Júnior.

O novo pedido de suspeição de Moro ocorre após derrotas do ex-juiz e da Lava Jato no STF. No último dia 9, a Segunda Turma da Corte retomou a discussão sobre suposta quebra de parcialidade do então juiz no caso do triplex do Guarujá, que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A discussão foi suspensa por pedido de vista do ministro Nunes Marques e o placar, no momento, está empatado em 2 a 2 pela suspeição de Moro.

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