Polícia Federal
Agência Brasil/EBC
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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal ( ADPF ), enviou um ofício para as autoridades regionais declarando um “apagão” no trabalho da corporação, após terem subido tom em seu discurso contra o atual presidente Jair Bolsonaro. As informações foram apuradas pelo Metrópoles. 

Ação acontece depois da base aliada do governo na Câmara votar contra o projeto que visa retirar as forças de segurança da Proposta de Emenda Constitucional ( PEC ) Emergencial, que antecipa o congelamento de salários e a suspensão de contratações. Nesta quarta-feira (10), a União dos Policiais do Brasil (UPB), reuniu aproximadamente 20 entidades que manifestaram sua indignação e preocupação com que está considerando uma traição do governo atual. 

“A situação pode levar a categoria a um ‘apagão’ nas próximas horas. Solicito, em nome da ADPF, que sejam os porta-vozes dessa gravidade junto ao diretor-geral da Polícia Federal e que juntos levem essa situação ao presidente da República e defendam a Polícia Federal neste momento de gravidade”, conta trecho do documento. 

Ainda é ressaltado na nota que “a segurança pública não parou e está na linha de frente contra a pandemia, portanto, não pode ser tratada dessa forma desrespeitosa pelo governo federal”, finalizou. Pelos bastidores, a conversa sobre uma possível paralização acontece e serão concretizadas por meio de reuniões. O resultado deve ser divulgado na quinta-feira (11). 

Se em sua campanha em 2018, Bolsonaro além do apoio dos conservadores e dos evangélicos, teve ao seu lado as forças policiais, atualmente, os policiais romperam com o chefe do Palácio do Planalto. É possível relatar que a relação entre os dois lados anda estremecida. 

O presidente da Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal (ADPF), Jurandir Paiva, declara que os policiais continuaram atuando mesmo em tempos de pandemia . Em um balanço feito, Paiva disse que a PF concretizou cerca de seis mil operações e recuperou R$ 9,6 bilhões. 

“A PEC traz dispositivos desproporcionais. Não é adequado congelar contratações por 15 anos. Neste período, teremos aumento de população, de criminalidade. Como vamos atrair profissionais com congelamento de progressões? Desde 2016 não há reajuste de salários”, criticou. 

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