Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal
Agência Brasil
Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou em "perplexidade" da comunidade jurídica internacional ao votar a favor da suspeição do ex-juiz Sergio Moro na condução da investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá, no litoral Sul de São Paulo.

Lewandowski citou magistrados e processualistas italianos, lembrando que Moro sempre disse que se inspirava na Operação Mãos Limpas. "Tenho dito que toda vez que vou para o exterior, trago de volta perplexidade da comunidade jurídica internacional sobre esse processo do ex-presidente Lula", afirmou o ministro.

O ministro também disse que Moro admitiu, no depoimento para a PF, que as mensagens da Operação Spoofing foram, de fato, subtraídas de seu aparelho celular. A declaração, segundo Lewandowski, comprova que o ex-juiz teve má conduta ao trocar informações com procuradores da Lava Jato.

A Segunda Turma do STF julgou hoje a suspeição de Moro um dia após o  ministro Edson Fachin anular todas as condenações de Lula no âmbito da Operação Lava Jato. O julgamento da suspeição de Moro foi encerrado com o placar de 2 a 2, faltando somente o voto do ministro Nunes Marques, que f ez pedido de vista .

Como Cármen Lúcia e Fachin votaram neste caso ainda em 2018, antes de Gilmar Mendes pedir vista, hoje votaram somente os ministros Ricardo Lewandowski e o próprio Gilmar Mendes. Cármen Lúcia e Fachin, no entanto, ainda podem mudar seus votos, embora no caso do segundo isso seja improvável.

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