Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Nelson Jr./SCO/STF
Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Gilmar Mendes , do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da suspeição do ex-juiz Sergio Moro na condução do caso do tríplex de Guarujá envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora o placar está em 2 a 1 contra o petista, mas ainda faltam os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Nunes Marques.

Após ter feito um pedido de vista em dezembro de 2018 depois dos votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia, Gilmar Mendes retomou o julgamento nesta terça-feira (9) na Segunda Turma da Corte.

Em sua argumentação, que durou mais de duas horas, o ministro falou em "populismo jurídico" e disse que "a cadeia de ações de Moro não revela só sucessão de atos lesivos a Lula, mas do maior escândalo da história da Justiça do Brasil".

Durante o voto, o ministro também falou sobre as trocas de mensagens entre os procuradores da Lava Jato e Moro, que foram divulgadas pelo site  The Intercept Brasil  no episódio que ficou conhecido como Vaza Jato.

Na ocasião, as conversas revelaram que o ex-juiz colaborou com a elaboração de provas contra investigados. "Moro agiu com parcialidade com objetivo de tirar Lula da disputa eleitoral", disse.

"O combate à corrupção é digno de elogio, é fundamental [...] Agora, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Não se combate crime cometendo crime", completou Gilmar Mendes ao lembrar que já foi a favor da Lava Jato.

O ministro ainda falou sobre a condução coercitiva de Lula em março de 2016 para prestação de depoimento na Polícia Federal e disse que o mandado foi "ilegal". "Era o modelo de um grande espetáculo de caráter policialesco", afirmou.

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