Deputado estadual Fernando Cury
Divulgação/Alesp
Deputado estadual Fernando Cury

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) adiou para sexta-feira (5) a análise do parecer para a suspensão por seis meses do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania). O  parlamentar foi flagrado apalpando os seios de sua colega de Casa Isa Penna (PSOL) durante uma sessão.

O adiamento foi determinado pelo órgão colegiado após um pedido de vista do parecer do deputado Emidio de Souza (PT). Para que a proposta avance na comissão, ela precisa obter a maioria de um total de nove votos. Só depois disso é que o parecer vai para o plenário, onde ele precisa novamente da maioria simples em uma votação aberta e nominal para que Cury deixe temporariamente o cargo.

Nessa etapa no Conselho de Ética, além dos nove membros, também vota o corregedor da Casa, Estevão Galvão (DEM), e os deputados ainda podem podendo apresentar votos em separado com sugestões diferentes para a punição.

Embora seja defensor da cassação, o petista  propôs a suspensão para alcançar maioria e impedir que uma punição mais branda fosse determinada.

O pedido de vista do parecer foi apresentado pelos deputados Wellington Moura (Republicanos) e Adalberto Freitas (PSL). Ambos têm perfil conservador, o que acaba favorecendo Fernando Cury. 

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Em seu relatório, Emidio propõe que, durante o afastamento, Cury não receba seu salário de parlamentar. Moura argumenta, porém, que isso prejudicaria os funcionários do gabinete, que também deixariam de receber. Ele já disse que vai dar um voto em separado.

Enquanto Moura e Freitas atuaram para atrasar delongar o processo, outros deputados do conselho, como Erica Malunguinho (PSOL), Barros Munhoz (PSB) e a presidente do colegiado, Maria Lúcia Amary (PSDB), defenderam a tramitação fosse mais rápida.

Para fazer essa aceleração, Amary colocou em votação a data de sexta, que obteve maioria. "Espero que agora, na sexta-feira, os deputados que pediram vista não usem mais nenhum artifício para procrastinar um ato de assédio televisionado na Assembleia Legislativa. O caso precisa ir para plenário logo", afirmou Isa Penna.

"Eu sigo vivendo uma violência continuada, ouvir de um membro do conselho 'que não entende o motivo da pressa' é doloroso e invasivo", completou a deputada.

A preocupação agora é que todo o processo seja encerrado no Conselho de Ética até 10 de março, sendo que a denúncia contra Cury foi aceita em 10 de fevereiro e o regimento prevê 30 dias para a conclusão.

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