Jair Bolsonaro e ACM Neto
Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro e ACM Neto

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira, em vídeo divulgado por sua assessoria, que o partido mantém posição de independência em relação ao governo Jair Bolsonaro e negou a possibilidade de ser candidato à vice-presidente da República em 2022. Em entrevista ao GLOBO, ontem, ACM admitiu que parte da sigla tem preferência por apoiar a reeleição de Bolsonaro, mas que o assunto ainda não foi discutido internamente.

"Quem me conhece, sabe quais são as minhas prioridades. Sabe que eu não serei candidato à vice-presidente da República nem de Bolsonaro, nem de nenhum outro candidato. Além disso, eu acho um absurdo que nesse momento se esteja tratando de políticos, de eleições de 2022. A hora agora não é para isso, a hora agora é para que todos nós tenhamos responsabilidade, juízo. Nós temos aí mais de 220 mil mortos em função da pandemia (da Covid-19)", disse ACM na gravação.

Em outro trecho, o presidente do DEM afirmou que a sigla não busca aproximação com o governo e sua base aliada "no momento". Na eleição à presidência da Câmara, a maior parte da legenda decidiu apoiar na reta final o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato do Palácio do Planalto, contra Baleia Rossi (MDB-SP). O novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), por sua vez, contou com o apoio de Bolsonaro na eleição da Casa.

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"A posição do Democratas, adotada desde 2018, depois da eleição do atual presidente da república, foi de independência, assim temos sido e assim continuaremos sendo. Não existe nenhum movimento neste momento de aproximação com a base do governo ou qualquer interesse de nos transformarmos em base do governo. Jamais aceitei discutir ou negociar cargos ou espaços. Não faço política desta forma", declarou ACM nesta sexta.

Em seguida, ele completou que "é claro que as boas agendas, as agendas necessárias, terão o nosso apoio, como por exemplo na área econômica". "Mas quando for preciso divergir, sempre teremos a liberdade", afirmou.

"Como prefeito de Salvador, vocês acompanharam, eu muitas vezes critiquei a posição do governo federal em relação a pandemia. E assim vamos continuar procedendo, com independência e liberdade. Não vamos tratar de 2022 agora."

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