No texto, foi dado especial destaque ao caos na Saúde do estado do Amazonas
Carolina Antunes/PR
No texto, foi dado especial destaque ao caos na Saúde do estado do Amazonas

O partido Rede Sustentabilidade pediu ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), o afastamento do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , do cargo. O motivo é a condução da política de enfrentamento à pandemia de Covid-19 no Brasil. Foi dado destaque em especial à situação do Amazonas, onde a falta de oxigênio levou à morte de pacientes, situação que começa agora a ser vista também no Pará.

O partido alegou "diversos equívocos, incluídos os de logística, na condução das atividades ministeriais durante a pandemia do Coronavírus , que, infelizmente, causaram a morte de mais de 210.000 cidadãos brasileiros , sendo que alguns não tiveram sequer a chance de lutar pela vida, por não terem oxigênio".

Em outro trecho, a agremiação política destacou a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro e os "nítidos equívocos de planejamento quanto à aquisição dos insumos".

"Foram seringas não compradas à espera da providência quase divina de que Estados e Municípios tivessem estoque suficiente; foi oxigênio não fornecido tempestivamente para o Estado do Amazonas , o que ocasionou uma situação caótica na semana passada, com centenas de pessoas morrendo, literalmente, asfixiadas", diz trecho do documento, acrescentando ainda o aumento do imposto, posteriormente revogado, sobre a importação de tanques de oxigênio.

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Foram feitos ainda outros dois pedidos. O primeiro deles para o governo federal especificar o estoque de oxigênio disponível no Brasil, em especial no Norte, detalhando ainda os estados que tenham solicitado ajuda ao Ministério da Saúde. O segundo é que o governo federal apresente em até 24 horas um planejamento para  entregar oxigênio aos estados da Região Norte e que faça o "provisionamento imediato" do produto na região para durar pelo menos 30 dias.

A petição foi protocolada na ação apresentada pelo próprio partido em outubro do ano passado, que tem Lewandowski como relator, com o objetivo de impedir que o presidente desautorizasse a aquisição da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e testada no Brasil e parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo. O estado é governado por João Doria, um ex-aliado que hoje é adversário de Bolsonaro .

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