Boulos
Agência RBS
Guilherme Boulos tenta evitar racha no PSOL, que estuda lançamento de candidatura própria

As alas de esquerda da Câmara dos Deputados estão divididas nas eleições para a presidência da Casa e há uma movimentação para não causar rachas nos partidos. O Partido dos Trabalhadores , em votação apertada, decidiu apoiar o candidato do MDB, Baleia Rossi , um dos articuladores do ex-presidente Michel Temer no legislativo na votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Há uma frente no partido que é contra o apoio à Rossi, mas também não querem se aliar à Arthur Lira (PP-AL) , candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O PSOL é outro partido que está estremecido devido às eleições no legislativo. Além do PT, partidos de oposição, como o PC do B, PDT e PSB, também assinaram o acordo para apoiar Baleia Rossi. No entanto, a legenda capitaneada por Guilherme Boulos tenta evitar associar a imagem aos candidatos e pensa em lançar uma candidatura própria, mesmo após o pedido público do PT para apoiar o parlamentar do MDB.

Boulos está na tentativa de contornar as desavenças e evitar o racha do PSOL em meio ao crescimento do partido nos últimos anos. Nas eleições de 2020, a legenda chegou ao segundo turno nas eleições de São Paulo, passando à frente de outros partidos de esquerda considerados maiores.

A decisão do partido sobre quem apoiar nas eleições da Câmara dos Deputados deve sair até sexta-feira (15). Caso lance candidatura própria, o PSOL terá pouco tempo para conquistar votos e deve investir em deputados resistentes à Baleia Rossi. A votação para o comando da Casa acontece no dia 1º de fevereiro, data do fim do recesso no legislativo. 

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