Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Nesta quinta-feira (17), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou o julgamento de Ricardo Salles,  ministro do Meio Ambiente, pela terceira vez. A 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente do TJ-SP, com placar parcial de 3 votos a 1, garantiu a absolvição de Salles da condenação por improbidade administrativa.

O processo é referente ao período em que Ricardo Salles atuou como secretário estadual do Meio Ambiente na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).

O Ministério Público entende que Salles, para favorecer empresas, cometeu fraude no processo de Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016.

Os  desembargadores Marcelo Martins Berthe e Ruy Alberto Leme Cavalheiro acompanharam o entendimento do relator, desembargador Nogueira Diefenthäler.

Os três consideraram que a interferência de Salles no plano de zoneamento teve fundamentação técnica e científica.

Para o desembargador Ricardo Cintra Torres de Carvalho, que votou pela manutenção da condenação de Salles, a conduta do atual ministro do Meio Ambiente foi "grave, propositada, planejada e consciente".

O desembargador Mauro Conti Machado, que apresentaria seu voto hoje, se declarou impedido. Por isso, o desembargador Paulo Celso Ayrosa Monteiro foi convocado para analisar o caso.

O julgamento deve ser retomado apenas em fevereiro de 2021.

*Com informações do UOL.

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