Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR
Análise sobre o governo do presidente se manteve estável; saiba os detalhes

A aprovação do  presidente Jair Bolsonaro permanece estável e no seu melhor nível desde o início de seu mandato, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (13).

A pesquisa aponta um país dividido em três, com 37% avaliando o governo de Bolsonaro como ótimo ou bom. Outros 32% avaliam como ruim ou péssimo, dois pontos percentuais a menos do que na última pesquisa, realizada no final de agosto. Por fim, 29% acreditam que o mandato de Bolsonaro tem sido regular, uma oscilação positiva de dois pontos em relação há quatro meses atrás.

As duas variações foram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da maior parte dos eleitores aprovar o governo , Bolsonaro tem a pior avaliação de um presidente neste ponto do mandato desde Fernando Collor que, em 1992, tinha uma aprovação de apenas 15%.

A pesqusia indica que, até o momento, Bolsonaro não teve sua aprovação afetada pela sua postura em relação às vacinas. O governo federal tenta apresentar um plano nacional de vacinação para a Covid-19. Entretanto, até o momento, não há nenhum imunizante aprovado pela Anvisa e com doses adquiridas pelo governo federal.

O Ministério da Saúde também tem criticado o plano do governo de São Paulo, que planeja começar a vacinação no estado em 25 de janeiro com a Coronavac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac. O governo federal se recusou a adquirir doses da vacina.

Segundo o Datafolha , a aprovação do presidente é dividida principalmente em termos geográficos, mas de uma forma diferente da tradicional. Ao invés de uma divisão entre regiões, há uma divisão entre o interior e as áreas urbanas. Sua rejeição é de 40% nas regiões metropolitanas, mas de 26% nas cidades do interior.

De acordo com a pesquisa, a reprovação de Bolsonaro no Nordeste está em nível similar ao do resto do país. 34% dos eleitores da região consideram seu mandato ruim ou péssimo.

Apesar da avaliação estável, a maioria dos eleitores ouvidos acreditam que o presidente fez menos do que se esperava dele quando foi eleito: 55%.

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