Primas Emilly (de óculos) e Rebecca morreram após serem baleadas em Duque de Caxias
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Primas Emilly (de óculos) e Rebecca morreram após serem baleadas em Duque de Caxias


A Polícia Militar não realizou operação no Barro Vermelho, bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde as primas Rebecca Beatriz Rodrigues Santos, de 7 anos, e Emilly Victoria da Silva Moreira Santos, de 4, foram baleadas e mortas . Essa foi a afirmação da porta-voz da PM, a tenente-coronel Gabryela Dantas, em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, na manhã desta segunda-feira, dia 7.

Segundo a porta-voz, os cinco agentes foram atender uma ocorrência de furto de veículo no local. De acordo com a tenente-coronel, "seria leviano levantar qualquer suspeita de que a morte das meninas tenha alguma correlação com esse deslocamento dos policiais ".


"Eles disseram que não atiraram e, neste momento, seria leviano levantar qualquer suspeita de que realmente a morte das meninas tenha alguma correlação com esse deslocamento dos policiais. Nós realizamos treinamentos sobre incursões ou em operações policiais que podem ser efetuadas em caráter excepcional nas comunidades. Nesse caso, nós falamos que não houve operação, não estava havendo incursão", disse a porta-voz, que completou:

"O treinamento ensina para nunca entrar atirando. Nós entramos de uma forma técnica, dentro da operacionalidade que o caso requeira, mas nós não entramos atirando".

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Segundo a tenente-coronel, na noite de sexta-feira, dia 4, os policiais informaram que foram verificar a ocorrência de furto e que ouviram disparos na localidade. Ainda conforme a porta-voz, na versão dos PMs, eles não revidaram.

"A polícia militar lamenta profundamente as mortes das meninas Emilly e Rebecca. Não houve operação, incursão. O que aconteceu no dia foi que nós tivemos um chamado sobre furto de veículo naquela localidade. Os policiais foram até lá e aguardaram na esquina a saída do veículo da comunidade. Como não saía e já estava passando 20 minutos, já estava anoitecendo numa localidade que tem confrontos normalmente, eles iniciaram um deslocamento. Foi quando eles constataram disparos de arma de fogo. Em depoimento, eles disseram que não revidaram. Eles aumentaram a velocidade, e isso é confirmado pelo GPS", disse a militar.

Caso tem investigação interna na PM

As armas dos policiais foram recolhidas e um exame balístico vai verificar a veracidade do depoimento prestado pelo PMs. Segundo a tenente-coronel Gabryela, os agentes se apresentaram voluntariamente na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que investiga o caso. Cinco fuzis e cinco pistolas que estavam com os policiais foram apreendidos pelo Polícia Civil.

Gabryela Dantas disse ainda que, paralelamente às investigações da Polícia Civil, a Polícia Militar instaurou uma um procedimento interno.

"No momento, as investigações estão a cargo da Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Mas nós iniciamos também um procedimento apuratório dentro da Polícia Militar. Não há como prever quando nós teremos o esclarecimento dessa situação ", contou.

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