Ministro do STF dava aula remota pela Faculdade de Direito da USP
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Ministro do STF dava aula remota pela Faculdade de Direito da USP

Um hacker invadiu uma aula remota do ministro Ricardo Lewandowski , do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) da Faculdade de Direito da USP nesta segunda-feira (30) e exibiu um vídeo da Carreta Furacão. Durante o ataque, o invasor também enviou mensagens no chat fazendo referência a Adolf Hitler e usando o símbolo da suástica. A informação é do jornal O Estado de São Paulo .

A invasão ocorreu pouco antes do ministro do STF iniciar uma palestra chamada "Releitura dos clássicos de teoria geral do Estado". Ao perceber a ação do hacker, Lewandowski tentou se comunicar com os alunos, mas eles não responderam e começaram a abandonar a sala. Eles passaram a aguardar o envio de um novo link para participar da palestra. A interrupção gerada pelo ataque durou cerca de 10 minutos.

Procurado, o gabinete de Lewandowski afirmou que se tratou de um ataque a uma aula da USP e, por isso, a universidade deveria ser contatada.

A aula de Lewandowski não foi a primeira a ser invadida. Na última terça, um webinário sobre "Acesso à Justiça e Racismo Estrutural" sofreu o mesmo tipo de invasão quando participantes que obtiveram o link do encontro inseriram vídeos pornográficos e outras referências ao nazismo durante o encontro.

O ataque se soma às invasões recentes aos sistemas dos principais tribunais de Justiça do País. Na sexta, 27, invasores atacaram o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e alegaram ter obtido acesso a arquivos em mais de 40 bases de dados do tribunal, que concentra processos 13 Estados e do Distrito Federal. No início do mês, um ataque do tipo paralisou o Superior Tribunal de Justiça por seis dias, travando cerca de 12 mil processos pelo caminho.

Durante o primeiro turno, um hacker português afirma ter realizado ações contra o Tribunal Superior Eleitoral. "Zambrius", como é conhecido, foi preso neste sábado, 28, pela Polícia Judiciária portuguesa na operação Exploit, deflagrada em parceria com a Polícia Federal, que mirou três brasileiros suspeitos de auxiliar no ataque.

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