Rodrigo Maia, presidente da Câmara
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia, presidente da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta segunda-feira (9), em entrevista à CNN Brasil , a obstrução que os parlamentares aliados ao Palácio do Planalto estão fazendo para evitar que as pautas no Congresso avancem. A estratégia é feita por meio do não registro de presença nas sessões, de modo que o baixo quórum não permita que as votações sejam abertas.

"Quando a gente é populista, quem paga a conta é a população", afirmou Maia. "Nós já devíamos ter sinalizado para a sociedade qual é a agenda do governo para o enfrentamento dessa crise, antes mesmo das eleições municipais. Os investidores também estão aguardando qual a posição do governo em relação às reformas", completou.

Nas últimas semanas, a Câmara tem sido o palco de um embate para saber quem vai liderar a Comissão Mista de Orçamento (CMO). O órgão colegiado é o responsável por definir qual será o valor do orçamento do governo federal para o ano que vem.

O deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão na Casa, quer que um aliado a ele ocupe essa cadeira. O cargo é considerado importante para dar força a quem indicou o líder da comissão para ser o presidente da Câmara, posição que é cobiçada por Lira. Em paralelo, Maia trabalha para que um nome indicado por ele seja escolhido.

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Questionado sobre o assunto, Maia disse que "a pauta não está parada por causa da CMO".

O presidente da Câmara ainda comentou a reunião recente que ele teve com o apresentador Luciano Huck , que está costurando alianças para uma eventual disputa das eleições em 2022. Entre os nomes que estão sendo sondados estão os do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

"Toda vez que eu venho para o Rio eu tenho reunião com o Luciano [Huck]. Cenário eleitoral vai ser construído no segundo semestre do próximo ano, disse Maia.

Após a repercussão da costura de Huck com Moro,  Maia chegou a dizer nesta segunda (9) que teria chance "zero" de ele apoiar uma chapa com o ex-juiz. Ele chegou a dizer que o antigo magistrado era de "extrema-direita".

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