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Marcelo Camargo/ABr
A partir de agora, os dados dos candidatos e eleitores ficam blindados contra interferências externas, garantindo o sigilo do voto e a segurança da votação



O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) está em alerta e decidiu reforçar os sistemas internos de segurança depois do  ataque hacker que bloqueou o acesso aos dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e suspendeu as atividades da corte. Até o momento, o TSE não confirmou ter sofrido nenhum ataque.


Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE garantiu que o sistema eleitoral brasileiro não está sob risco . "Nós temos uma proteção bastante robusta. As medidas que adotamos são eficientes", afirmou Janino, em entrevista ao Estadão .

Um dos argumentos do secretário para atestar a segurança do sistema eleitoral é o fato da urna eletrônica funcionar " offline ", por tanto, sem a internet como meio para invasões hackers. "Já temos todo um procedimento nosso, por causa das eleições . É uma série de cuidados e preparações intensas no sentido de garantir a integridade da rede da Justiça Eleitoral. Estamos intensificando esse trabalho", disse o secretário.

Janino garante que técnicos estão trabalhando no "fortalecimento das ações preventivas de segurança". Dentre as medidas estão troca sistemática das senhas dos usuários, realização de backups de arquivos e uma verificação minuciosa de todos os sistemas operacionais. O secretária confirma que os ataques a outras instituições ligou um alerta no TSE. Os hackers pedem resgate em dinheiro para liberar os sistemas das organizações atacadas .

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