Candidatos à Prefeitura de São Paulo participaram do primeiro debate das eleições 2020
Reprodução/TV Band
Candidatos à Prefeitura de São Paulo participaram do primeiro debate das eleições 2020

Os cinco candidatos à prefeitura de São Paulo  mais bem avaliados nas pesquisas de intenção de voto foram questionados sobre suas posições em relação a obrigatoriedade da vacina que combate o novo coronavírus (Sars-Cov-2). 





Veja as declarações dos postulantes ao cargo:

Celso Russomanno

"Sou contrário a obrigatoriedade da vacina contra o novo coronavírus. A lei impede que a vacina seja imposta e eu sou um legalista. O João Doria não pode obrigar as pessoas a tomarem a vacina. A vacinação tampouco será exigida para o retorno às aulas, para os os profissionais de saúde e tampouco para acesso à benefício de saúde ou concurso. A decisão de vacinar ou não os alunos cabe aos pais. Quanto aos demais segmentos da sociedade, caberia a sua eventual gestão fazer uma ampla campanha de vacinação, mas sem obrigatoriedade de imunização".

Bruno Covas

"O SUS funciona em São Paulo e estamos prontos para aplicar as vacinas que forem disponibilizadas com a tranquilidade necessária. São Paulo escolheu que a vida vem em primeiro lugar e deu exemplo na pandemia. Tenho certeza de que será igual quando a vacina chegar e os paulistanos sempre participaram e se envolveram nas campanhas de vacinação. Não dá para politizá-la, o importante é salvar vidas. Não estamos discutindo se a vacina é inglesa, americana, chinesa ou russa. Cabe à Ciência chancelar a sua utilidade e se ela pode ou não ser aplicada na cidade de São Paulo".

Guilherme Boulos

"Nós estamos diante da maior crise sanitária dos últimos 100 anos. São mais de 150 mil mortes e é inacreditável ver oportunistas como Dória e Bolsonaro querendo tirar proveito de uma tragédia como essa. Eles agem pensando apenas nas eleições de 2022. Vacina é coisa séria e não deve ser tratada com demagogia nem como cavalo de batalha para disputa ideológica. Para mim, a vacina é uma prioridade. Só iremos superar a pandemia quando toda a população estiver imunizada. Por isso a vacina contra a Covid-19 deve seguir as mesmas diretrizes do Programa Nacional de Imunização. Mas para isso precisamos primeiro de uma vacina testada e aprovada.O que eu farei, como prefeito, é lutar para que São Paulo tenha um amplo programa de vacinação tão logo isso seja possível. Pouco me importa se a vacina é chinesa, americana ou da Inglaterra. O que me importa é que ela salve vidas. Em respeito aos profissionais de saúde, em respeito aos idosos e grupos de risco, todos deveriam tomar a vacina. E o governo deveria explicar ao máximo a importância dela, não fazer propaganda contra".

Márcio França


"Não acho adequado fazer uma discussão político-eleitoral sobre a obrigatoriedade ou não de algo que nem tem ainda uma data para ser disponibilizado. É como contar com os ovos antes da galinha. A vacina será obrigatória a toda pessoa de bom senso, e nós já temos um plano emergencial de vacinação em grande escala para garantir que a população de São Paulo seja imunizada. Só que isso e todas as demais etapas de âmbito municipal dependem, em primeiro lugar, dos avanços da pesquisa científica".



Jilmar Tatto

"Sou a favor da obrigatoriedade de aplicação da vacina contra a Covid-19. Aliás, quando eu era criança eu ia me vacinar. Mas, evidente, não acho que tem que pegar o Exército e ir lá arrancar a pessoa da casa para poder vacinar. Compete às autoridades dizer que a vacinar tem que ser obrigatória. As vacinas no Brasil sempre foram obrigatórias, então tem que usar o mesmo padrão. Estou partindo do pressuposto que é uma vacina que tem eficácia.Não pensei no assunto, mas cho razoável exigir vacinação para matrículas em escolas municipais?. Não pensei, mas é razoável. Em relação aos profissionais de saúde da rede municipal, não só exigir, como penalizá-los. Se para prestar um concurso, precisa mostrar que votou, por que não a vacina que você salva vidas? Tem mecanismo para obrigar".

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