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Pedro Teixeira / Agência O Globo
'QG da Propina': agentes da Polícia Civil e do MP-RJ chegam à Cidade da Polícia após busca e apreensão que teve Crivella entre seus alvos

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, recusou-se a fornecer aos investigadores do Ministério Público do Rio e da Polícia Civil a senha do seu aparelho celular apreendido durante operação nesta quinta-feira (10). Ele agumentou que o código é utilizado em outros dispositivos. Os investigadores, então, solicitaram que o prefeito assinasse um termo, segundo informou ao GLOBO um dos presentes na operação. Procurado, Alberto Sampaio Júnior, advogado de Crivella, disse que partiu dele próprio a instrução.

"Foi orientação minha. Não há previsão legal para que qualquer pessoa submetida à busca e apreensão forneça senha de aparelhos. Até porque se trata de uma questão pessoal. Além disso, esse mandado não cumpriu as exigências do código de processo penal. Não apresentaram, até agora, a decisão da desembargadora que determinou o mandado de busca e apreensão às vésperas da eleição. E, até agora, não tive sequer acesso ao processo", afirmou o advogado.

Segundo investigadores que estiveram na casa do prefeito, o clima foi cordial durante a abordagem. Crivella ofereceu água e café aos agentes e pediu apenas que não fossem abertas as cortinas da residência, para não ser exposto.

O prefeito deixou a residência antes de a busca e apreensão ser concluída, alegando que não poderia se atrasar para um compromisso com o presidente Jair Bolsonaro — ambos participaram de uma cerimônia na Marinha. Na casa, permaneceu a mulher de Crivella, a primeira-dama Sylvia Jane.

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