Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) rechaçou nesta quinta-feira (3) a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro na área ambiental. Segundo ele, no último ano, desde que o Bolsonaro assumiu o cargo, há uma flexibilização da preservação do meio ambiente no país, o que teria um "impacto suicida" para o crescimento econômico.

"Infelizmente o presidente Bolsonaro , não é uma crítica, é uma constatação, ele ganha a eleição com uma outra narrativa, com um outro discurso, e vai ao longo do ano de 2019 no Ministério do Meio Ambiente desorganizando ou desmontando tudo aquilo que foi construído ao longo de muitos anos, desde a década de 1990", disse durante uma videoconferência do jornal Estado de S. Paulo.

Maia não especificou a quais medidas se referia. Contudo, ele destacou que investidores fazem pressão por mais rigor nas fiscalizações, por exemplo.

Em julho, um grupo de 40 empresários encaminhou uma carta ao vice-presidente Hamilton Mourão para cobrá-lo quanto ao combate do desmatamento ilegal na Amazônia. Para eles, a destruição da floresta prejudicaria não só a reputação, mas também os negócios no país.

"Somado a isso, há a perda de investimento de capital estrangeiro, está todo mundo indo embora", ponderou o deputado, ao comentar sobre a piora da imagem do Brasil no setor ambiental .

Maia afirmou que chegou a engavetar propostas para não gerar "mais polêmica e mais insegurança por parte daqueles que olham para o Brasil como espaço importante para investimento ".

Rodrigo Maia ressaltou que a Câmara dos Deputados constituiu um grupo de trabalho para tratar da agenda ambiental na Casa, que reúne parlamentares de vários espectros políticos. Para Maia, há uma "sinergia enorme entre meio ambiente e agronegócio".

"Não há necessidade de desmatamento , ao contrário, esse política de flexibilização da nossa preservação vai é prejudicar o agronegócio brasileiro", aponta o presidente da Câmara.

Ele defendeu que a aprovação de projetos, como os que são debatidos na Câmara, para criação de um mercado de carbono e o endurecimento das punição a desmatadores.

Maia ainda lembrou o episódio da última sexta-feira, quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , disse que iria  paralisar ações de fiscalização de desmatamento na Amazônia e das queimadas no Pantanal após do bloqueio de R$ 60,6 milhões da pasta.

Rodrigo Maia disse que a Câmara iria ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal para exigir que as medidas fossem retomadas, caso o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, não houve anunciado o desbloqueio dos recursos para garantir as ações.

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