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André Luiz de Almeida Mendonça


O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, revelou durante uma reunião sigilosa com parlamentares na última sexta-feira (7) que monitorou o grupo extremista, formado por apoiadores do governo Bolsonaro, "300 do Brasil", além dos quase 600 servidores públicos opositores ao governo e simpatizantes do antifascismo . Conforme informações publicadas no jornal O Estado de São Paulo. 


A Seopi (Secretaria de Operações Integradas) produziu um relatório sobre os "300 do Brasil" após o grupo ameaçar bombardear o STF (Supremo Tribunal Federal). Mendonça revelou a produção do dossiê para tentar dar um tom de normalidade ao relatório sobre opositores. 

O grupo bolsonarista apresenta condutas que já eram investigadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e pela Procuradoria-Geral da República, diferente dos servidores públicos que não estavam envolvidos em ações comprovadamente ameaçadoras ou extremistas. 

Mendonça também citou outros relatórios produzidos por governos petistas como na época da Copa do Mundo de 2014, da Olimpíada de 2016 e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O ministro justifica o monitoramento de cidadãos como uma atividade rotineira nos governos para identificar possíveis ameaças à segurança pública

Conforme revelado pelo jornal O Estado de São Paulo, Mendonça tenta justificar em conversas privadas a necessidade de monitorar pessoas ligadas ao antifascismo por causa de um episódio de depredação em Curitiba, atribuído a manifestantes antifascistas . O ministro da Jusitça abriu um sindicância para investigar se houve irregularidades no trabalho da Seopi

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