Ministro da Saúde Nelson Teich
José Dias/PR
Ministro da Saúde Nelson Teich

O ministro da Saúde, Nelson Teich , disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (11) que a liberação de academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais para a economia não passaram pelo Ministério da Saúde. A flexibilização foi anunciada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro ao falar com jornalistas no Palácio da Alvorada e publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo Teich, a decisão do presidente não é de competência do Ministério da Saúde, mas da Economia. Para o chefe da pasta, a função da Saúde é ajudar a desenhar a melhor forma de liberação para que as pessoas fiquem protegidas, mas sem limitar essa flexibilização.

"Se você criar um fluxo que impeça que as pessoas se contaminem, com pré-requisitos para não pôr em risco de contaminação, você pode trabalhar retorno de alguma coisa. Agora, tratar isso como essencial é um passo inicial, que foi decisão do presidente", afirmou Teich.

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Durante a coletiva, o ministro também anunciou uma nova estratégia de gestão de riscos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Mais detalhes ainda serão informados pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (13), mas a informação dada pela pasta é a de que o isolamento recomendado pelo governo será dividido em cinco categorias.

Essa recomendação será formulada com base em um questionário do Ministério Saúde que ficará a critério dos estados e municípios de respondê-lo. Entre os temas das perguntas estão a diminuição de incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de notificações de síndrome gripal e de Covid-19 , além da ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

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Teich evitou detalhar como a estratégia vai funcionar porque quer validar novamente com o Conass (Conselho Nacional de Secretarias de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) para que não existam divergências depois.

"O que existe hoje não é uma proposta para estados e municípios, mas uma ferramenta que vai estar disponível para ser usada", completou o ministro.

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