Luiz Eduardo Ramos, ministro e general do Exército
Marcos Corrêa/PR
Luiz Eduardo Ramos, ministro e general do Exército

O ministro-chefe da Secretaria de Governo,  o general do Exército na ativa Luiz Eduardo Ramos, criticou, em entrevista ao Poder em Foco divulgada nesta sexta-feira (8), a forma como o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello determinou que ele e outros dois ministros militares teriam que depor no inquérito que investiga as declarações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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Ao determinar o depoimento de Ramos e dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) no caso, Celso de Mello impôs que caso eles não apareçam de forma voluntária ao local e hora marcados, eles podem sofrer medidas de condução coercitiva, para garantir o testemunho. Isso foi considerado desnecessário pelo ministro.

"Não existe essa possibilidade de ser determinado dia e hora e um de nós não comparecer. Olha a história dos três generais. Sinceramente, eu acho que não havia necessidade", afirmou o responsável pela Secretaria de Governo .

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Os três ministros, que são responsáveis por pastas próximas à administração do Planalto, terão que testemunhar sobre a declaração de Moro de que Bolsonaro queria alguém de seu “contato pessoal” na Polícia Federal, para receber relatórios das investigações feitas pelo órgão.

Ramos afirma que militares possuem grande respeito pela Lei e por ordens e, dessa forma, "não havia necessidade de condução coercitiva" para que eles deponham. 

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“Nós, no caso militares – apesar de eu estar no governo –, desde nossa formação, nós somos assim, vamos dizer, formatados, doutrinados e enfatizados pelo respeito da lei e da ordem. Então são valores muito sagrados para nós. Os militares cumprem ordens, respeitam a lei, a hierarquia", defende Ramos .


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