mulher sorrindo
Arquivo/Agência Brasil
Marisa Letícia

O juiz Carlos Henrique André Lisbôa, do Foro de São Bernardo do Campo, reconheceu nesta quinta-feira (7) que cometeu um engano ao atribuir um valor de R$ 256 milhões à uma conta da ex-primeira dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro de 2017.

A presença dos supostos milhões na conta de Marisa foi apontada pelo magistrado em um pedido oficial de elucidação sobre o valor, ocorrido após um “erro de cálculo” dele. Na ocasião, no mês de abril, Lisbôa pediu explicações sobre as 2,56 milhões de unidades de "CDB" no valor de R$ 100, o que totalizariam R$ 256 milhões na conta.

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Na época, a defesa do ex-presidente Lula se pronunciou, garantindo que o valor real era de R$ 26 mil (dez mil vezes menor do que o apontado). “Essa equivocada — e inexistente — relação entre aspectos das CDBs e aspectos das debêntures lamentavelmente fomentou a criação de diversas notícias falsas e que atentam contra a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva”, afirmou nota da defesa na época.

Em documento emitido algumas semanas após o ocorrido, o juiz não pediu desculpas, mas considerou que “a questão está devidamente esclarecida”, pontuou o juiz em documento. Ele apontou, ainda, que ataques que foram feitos a partir deste erro poderão ser reparados na Justiça. A família do ex-presidente Lula processa, até o momento, o deputado Eduardo Bolsonaro e a secretária Regina Duarte por propagação de fake news sobre o assunto.

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