Agência Brasil

Bolsonaro e Moro em desfile de 7 de setembro em 2019
Marcos Corrêa/PR - 7.9.2019
Bolsonaro e Moro em desfile de 7 de setembro em 2019

A Advocacia-Geral da União (AGU) fez, nesta quinta-feira (7), novo pedido ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que reveja sua decisão determinando que a gravação de uma reunião realizada no dia 22 de abril entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos seja enviada à Corte em 72 horas. Na nova petição, o advogado-geral da União, José Levi do Amaral, solicita que o ministro também analise a possibilidade de entregar somente uma parte da gravação da reunião.

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“A União vem, respeitosamente, nos autos do inquérito em epígrafe, diante do teor da decisão proferida por Vossa Excelência, em complementação à petição anteriormente aviada, rogar seja também avaliada a possibilidade de reconsiderar a ordem de entrega de cópia de eventuais registros audiovisuais de reunião presidencial ocorrida no dia 22 de abril de 2020, para que se restrinja apenas e tão-somente a eventuais elementos que sejam objeto do presente inquérito”, diz a petição. Ela se refere à entrega da gravação de um encontro que foi citado pelo ex-ministro Sergio Moro em seu depoimento.

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Nesta quarta (6), na primeira petição enviada ao STF , a AGU pediu que a entrega fosse revogada “pois nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros”.

No despacho proferido na terça-feira (5), Celso de Mello pediu a cópia da gravação à Secretaria-Geral e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao atender o pedido de diligência feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura as declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF). 

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A reunião foi citada por Moro em depoimento à PF na semana passada e a gravação seria importante para conferir as informações alegadas pelo ex-ministro.  Desde a exoneração de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.   

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