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Agência Brasil
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A defesa do ex-presidente Lula entrou com requerimento para que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) suspenda o julgamento de embargos pendentes referentes ao caso do sítio de Atibaia. O julgamento estava previsto para esta quarta-feira (6).

As informações foram divulgada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. A alegação da defesa de Lula é que as recentes declarações de Moro e pedido de demissão do governo evidenciam a parcialidade de Moro .

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O rompimento de Moro com Bolsonaro levou a uma série de declarações que podem mudar os rumos do julgamento de Lula, dentre elas está a declaração dada pelo próprio presidente de que havia prometido a Sergio Moro, ainda juiz, uma vaga no Supremo Tribunal Federal ( STF ) caso aceitasse passar um período na pasta da Justiça e Segurança Pública.

Os advogados defendem que Bolsonaro comprovou o conchavo com Moro durante o pronunciamento feito para rebater as revelações do ex-ministro. Os petistas também dizem que conformiou as suspeitas de não isenção enquanto disputava com o presidente. A defesa de Lula cita o trecho de uma conversa entre Moro e a deputada Carla Zamebelli, divulgada pelo ex-ministro, em que ele não refuta o acordo para assumir vaga no STF no final do ano, apenas diz que "não está a venda". 

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Por fim, a defesa justifica a necessidade do adiamento do julgamento de Lula para que seja possível primeiro identificar as possíveis transgressões de Moro no inquerito aberto pelo ministro Celso de Mello, do STF


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