Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia
Agência Brasil
Presidente da Câmara Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou nesta sexta-feira (24) fazer qualquer consideração sobre as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro . Segundo aliados, Maia não quer adiantar um "juízo de valor" sobre denúncias que podem resultar em um processo de impeachment.

O presidente da Câmara decidiu adotar cautela e neutralidade porque, de acordo com a Constituição, é sua atribuição analisar denúncias por crime de responsabilidade contra o presidente da República. Maia considera as circunstâncias "muito graves", mas não quer se expor antes de fazer qualquer avaliação técnica.

O presidente da Câmara preferiu não falar com a imprensa nesta sexta-feira, mas chegou a cogitar manifestar-se por meio de redes sociais. Se for o caso de se pronunciar nas próximas horas, deve evitar tornar pública uma opinião assertiva sobre o as denúncias.

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Moro afirmou nesta manhã que Bolsonaro tentou interferir no trabalho da Polícia Federal para obter relatórios de inteligência da corporação. De acordo com interlocutores do presidente da Câmara, a evolução da crise depende da apresentação de "provas" pelo ex-ministro da Justiça. Caso apresente fatos sólidos, a avaliação é de que "acabou" o governo para Bolsonaro.

Rede e PSB já anunciaram que apresentarão um pedido de impeachment contra o presidente da República. A primeira parada para um processo desta natureza é a Câmara dos Deputados. Partidos do centrão atuam para minimizar o impacto das acusações contra Bolsonaro.

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Entre líderes do centrão, o discurso é de que os esforços devem se voltar à pandemia e que a demissão do ministro não pode criar mais "instabilidade" no país. Representantes do PP, Republicanos e PL estiveram no Palácio do Planalto nas últimas semanas, estreitando o vínculo com o presidente Jair Bolsonaro e negociando cargos.

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