Bebianno morreu em março, na mesma semana que começaram a ser aplicadas medidas contra a Covid-19
Valter Campanato/Agência Brasil
Bebianno morreu em março, na mesma semana que começaram a ser aplicadas medidas contra a Covid-19


Gustavo Bebianno , ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República de Jair Bolsonaro , morreu no dia 14 de março, época em que a pandemia de Covid-19 começou a ganhar força no Brasil. Por isso, amigos e familiares não puderam realizar uma missa de sétimo dia em homenagem ao político, mas existem planos para que isso aconteça quando a pandemia chegar ao fim.

"É uma ocasião em que se juntam os amigos e os familiares para lembrar da pessoa, e não pudemos fazer isso por causa do início da pandemia. Temos que fazer, é importante não deixar passar batido isso", afirmou Paulo Marinho , presidente do PSDB do Rio de Janeiro, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Bebianno morreu de infarto fulminante, aos 56 anos, após sentir um mal-estar na casa de seu filho, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro . Na mesma semana, começaram as primeiras mobilizações para evitar aglomerações, como o cancelamento das aulas de universidades e escolas, em medidas de combate à propagação do novo coronavírus.

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Gustavo Bebianno

Um dos principais fiadores da campanha de Bolsonaro durante as eleições, Bebianno protagonizou a primeira crise do governo, quando virou alvo da operação que investigava candidaturas-laranja nas eleições. Após discussão com Carlos Bolsonaro (PSC), fihlo do presidente e vereador do Rio, ele deixou o cargo de ministro.

Em junho, o político trocou o PSL pelo PSDB , partido do governador de São Paulo, João Doria , de quem se aproximou bastante após os atritos com Bolsonaro . Também neste mês, o ex-ministro afirmou que tinha arquivos guardados fora do Brasil com informações relacionadas a Bolsonaro e ao governo.

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