Nesta quinta-feira (09) o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) criticou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), defendeu a renúncia de Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que a recomendação do presidente do Brasil e de Donal Trump sobre o uso da cloroquina no combate à Covid-19 pode ser comparado a um "assassinato".

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"Nós que somos leigos temos que sair dessa discussão por duas razões: aqueles que precisam do remédio não acham mais e aqueles que encontrarem podem se automedicar... essas pessoas vão se envenenar. Isso já tem ocorrido em lugares muito variados, seja nos Estados Unidos ou no Brasil", iniciou Ciro Gomes em entrevista a Tales Faria e Carla Borges. 

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Questionado sobre a postura de médicos renomados assumirem que tomaram a cloroquina , o ex-governador dissertou. "Pouco importa, isso é papel de político dizer? O dr. David Uípe é um dos maiores infectologistas do mundo, sabe o que está fazendo com o seu corpo. O dr. Kalil é um extraordinário médico, todo brasileiro que conhece a medicina nacional sabe o valor estratégico desses homens. Eles sabem o que estão fazendo. O que não pode é um político, seja ele quem for, ir contra os protocolos, contra o que é estabelecido pela ciência, porque todo remédio tem uma contraindicação. Se você não estabelece as pesquisas e o domínio, nada mais é que assassinato. E é isso que está sendo feito por políticos irresponsáveis entre os quais tem Donald Trump e Jair Bolsonaro no Brasil".

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Abordando a eleição presidencial, que concorreu contra Bolsonaro e Fernando Haddad, Ciro não mediu palavras para criticar o fanatismo em torno de Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil e líder do PT. "Grande margem da nossa população aceita essas maluquices do Bolsonaro porque está enjoada, indignada, cansada da corrupção generalizada do PT e com a pior crise econômica da história do Brasil produzida também pelo PT, foi por ódio. Existiria o bolsonarismo boçal e corrupto se não fosse o lulopetismo boçal e corrupto que produziu a maior crise econômica da história do Brasil?".

Ao falar o atual ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta,  Ciro Gomes também tece críticas o chamando de "carrapato", alegando que ele está agarrado ao cargo e que não teve "dignidade" de renunciar após os embates com Bolsonaro sobre o combate à Covid-19 .

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