Cartaz da nova campanha com dois profissionais de saúde dando as mãos e o slogan arrow-options
Reprodução/Twitter SecomVc
Nova campanha chama atenção para atuação de profissionais de saúde

Após ter sido proibido judicialmente de realizar campanhas publicitárias contra medidas de isolamento durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o governo federal adotou um novo slogan: "Ninguém Fica Para Trás", baseado em uma fala recente do presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, uma campanha com o mote "O Brasil Não Pode Parar" foi barrada na Justiça e teve publicações apagadas.

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A conta da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da Secom no Twitter já fez duas publicações com o novo slogan . "NINGUÉM FICA PARA TRÁS! Essa frase, muito usada para expressar a honra e a fidelidade entre militares, tem sido o ponto de partida dos trabalhos do Governo Federal. A determinação do presidente @jairbolsonaro, desde o início, é de que NENHUM BRASILEIRO SERÁ DEIXADO PARA TRÁS", diz um texto, publicado na noite de quarta-feira.

Na quinta-feira, outro texto foi usado com o mesmo mote, agora em forma de hashtag: "Desde o início, todos os esforços para repatriar brasileiros mundo afora. R$ 750 bilhões já foram mobilizados pelo Governo Federal para combater a pandemia e suas consequências sanitárias, sociais e econômicas. #NinguémFicaPraTrás! ".

Na semana passada, a Secom realizou ao menos duas postagens, no Twitter e no Instagram, com o slogan " O Brasil Não Pode Parar" . As publicações, contudo, foram apagadas posteriormente. Um vídeo com a mesma mensagem também chegou a ser produzido, mas não foi divulgado oficialmente.

No sábado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a União de divulgar a campanha publicitária com o slogan. Depois, na terça-feira, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu que o governo federal contratasse qualquer campanha contra medidas de isolamento.

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A Secom alegou que o vídeo foi "produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom". Também negou a existência de "qualquer campanha publicitária ou peça oficial" do órgão intitulada "O Brasil Não Pode Parar", mas não comentou as publicações apagadas.

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