prédio modernista
Agência Brasil
Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro determinou que servidores do Palácio do Planalto que haviam sido liberados por seus responsáveis para trabalhar em casa devido à pandemia do novo coronavírus voltassem a fazer expediente normal no prédio público. Segundo interlocutores do governo, a decisão do presidente resultou na saída do número dois da Subchefia para Assuntos Jurídicos, Felipe Cascaes, cuja exoneração ocorreu na semana passada.

Bolsonaro manifestou a aliados incômodo com a decisão de Cascaes de liberar todos os funcionários da SAJ para fazer suas tarefas de casa. A medida visava resguardar que os servidores se contaminassem com o novo coronavírus, já que haviam casos positivos no Palácio.

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Segundo interlocutores, o presidente entendeu que a decisão de Cascaes era contrária ao seu posicionamento de pedir que as pessoas voltassem ao trabalho. Antes do pronunciamento de terça-feira, em que mudou de tom, Bolsonaro chamou a doença de “gripezinha” e apelava às pessoas para ignorar o isolamento social e voltas às atividades.

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Cascaes não concordou com a decisão de Bolsonaro e pediu demissão ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge Oliveira, a quem era subordinado. Em nota, o ex-secretário diz não comentar os motivos que o levaram a pedir exoneração, alegando se tratar de questões de “cunho pessoal”.

Com exceção de funcionários acima dos 60 anos, os servidores dos três ministérios que ficam no Palácio do Planalto (Casa Civil, Secretaria Geral, Secretaria de Governo e Gabinete de Segurança Institucional) estão fazendo expediente normalmente no prédio.

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