Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta
Isac Nóbrega/PR
Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta

O ministro da Saúde , Luiz Henrique Mandetta , voltou a defender em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30) o "caráter técnico" do combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). O chefe da pasta ainda pediu que não fossem feitos movimentos "descoordenados" e "em manada", mas defendeu que as igrejas podem continuar abertas, desde que não haja aglomerações.

"Nessa hora não tem PT, PSDB. Vai doer para todo mundo e nós vamos passar por dias difíceis. O que a gente precisa fazer é autocrítica e quem errou tem que assumir que errou. Nós ainda não estamos em lockdown absoluto", afirmou Mandetta.

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Sem citar o presidente Jair Bolsonaro e sem falar sobre o "isolamento vertical" que ele tem defendido como estratégia para reduzir os casos de Covid-19, o ministro pediu que fossem seguidas as recomendações dos governadores. "Por enquanto, mantenham as recomendações dos Estados porque essa é, no momento, a medida mais recomendável, já que nós temos ainda muitas fragilidades no sistema de saúde."

Participaram da coletiva os ministros Braga Netto (Casa Civil), Tarcisio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Cidadania), André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Brigadeiro Botelho (representando a Defesa no lugar de Fernando Azevedo e Silva).

"Nosso problema extrapolou o Ministério da Saúde, então nós estamos com essas ações integradas, dialogando dentro do que é técnico e do planejamento", disse o ministro da Saúde.

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Questionado sobre sua demissão pelo presidente Jair Bolsonaro, a coletiva teve intervenção do ministro Braga Netto, que disse que não existia essa ideia. "Isso está fora de cogitação", disse Braga Netto.

"O importante é que o espírito de todos seja de ajudar, procurando unicidade. Todos nós estamos tentando fazer o melhor pelo povo brasileiro. As proporções que as coisas estão tomando são normais por causa das dimensões desta crise", completou Mandetta.


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